sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Já era hora


Foi na sexta-feira a noite, exatamente no dia em que eu mais sentia a sua falta, que eu decidi que tudo o que ainda restava não podia mais restar.
Era a hora de cada um seguir a sua vida, era o momento de cada um caminhar sozinho, sem servir de apoio um para o outro.
Era hora de dormir sem "boa noite" diários e acordar apenas com o som do despertador.
Era a sua hora de saber fazer compras no supermercado sozinho, e era a minha hora de saber tomar decisões sem você.
Era a sua hora escolhida, que você insiste em dizer que a causa da escolha foi dada por mim.
Era a hora de cada um de nós começarmos sozinhos, sem recaídas, sem saudades, sem passado.
Era a hora de permitirmos novos amores, novos amigos, novos ares e novas dependências.
Era hora de tudo o que não permitimos nunca ser a hora. E agora?

"E agora? Que faço eu da vida sem você"
- Caetano Veloso -

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sequer consigo


E não foi preciso qualquer palavra dita para ser interpretada. Não...
Foi a imagem que me fez ver que o tempo passa, que as pessoas mudam e que os sentimentos acabam.
E o mais importante eu esqueci: a escolha foi minha!

Agora fico aqui, olhando essa (sua) foto, com esse (seu) sorriso e essa pessoa ao (seu) lado, que, sendo (sua) amiga, namorada, esposa, sequer consigo chamar de "sua".

"Se eu te encontrar, 
não me pergunte como estou,
não saberia te explicar"
- Ana Carolina -

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Por enquanto


Não entendo bem o porquê, mas tenho momentos em que ficar sozinha é muito mais que necessidade. E eu parei de tentar entender e me forçar na busca de uma resposta.

Eu preciso, às vezes, ficar comigo mesma, sozinha, pensando nas minhas conquistas e nos meus tropeços, estes que me marcaram tanto e, numa recuperação tão ardilosa, me atrasam na realização de alguns sonhados planos.

Mas eu sei que um dia eu vou me entender, me perdoar. Às pessoas ao meu redor, espero que entendam a minha vontade inexorável e inquietante de ficar silente. Eu fui explosão viva, depois, passei pela calmaria sazonal. Meus amigos não entenderam, mas a temporariedade da calmaria se findou e eu me recolhi, ou melhor, continuei recolhida. Ainda que eu queira, tento fixar em mente que não preciso provar nem a mim mesma os reais motivos da minha internação. Portanto, não me julguem, se isso não for pedir muito.

Continuo com a mesma essência, porém, agora mais recolhida a ambientes internos. A luz do Sol por enquanto eu vejo pela janela, até o momento certo de sair na chuva, lavar a alma, para depois me secar ao Sol.

"Sou terrivelmente instável, e entender as minhas reações
é coisa que, às vezes, nem eu mesmo consigo"
- Caio Fernando Abreu -

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs, 1955 - 2011

Imagem: estudante de design Jonathan Mak, em homenagem a Steve Jobs

"No one wants to die. Even people who want to go to heaven don't want to die to get there. And yet death is the destination we all share. No one has ever escaped it. And that is as it should be, because Death is very likely the single best invention of Life. It is Life's change agent. It clears out the old to make way for the new" - Steve Jobs (June 12, 2005)

"Ninguém quer morrer. 
Até as pessoas que querem chegar ao céu não querer morrer para chegar lá. E a morte ainda é o destino de todos nós. Ninguém jamais escapou dela. E é como deveria ser, pois a morte é, provavelmente, a melhor invenção da vida. É o agente de mudança da vida. Ela elimina o velho para dar lugar ao novo" .

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Tempo Perdido


A trilha sonora hoje é do filme nacional "O Homem do Futuro", estrelado por Wagner Moura e Alinne Moraes. Me fez pensar no tempo. 
Realmente, "todos os dias quando acordo não tenho mais o tempo que passou", e o tempo que passou, nada posso mudar. Renato Russo sempre soube disso, né?

"Todos os dias quando acordo não tenho mais o tempo que passou
Mas tenho muito tempo. Temos todo o tempo do mundo
Todos os dias, antes de dormir, lembro e esqueço como foi o dia
Sempre em frente, não temos tempo a perder...
Nosso suor sagrado é bem mais belo que esse sangue amargo
...
Então me abraça forte e diz mais uma vez que já estamos distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo...
Não tenho medo do escuro, mas deixe as luzes acesas agora
O que foi escondido é o que se escondeu
E o que foi prometido, ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido. Somos tão jovens"
Tempo Perdido - Renato Russo

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quando eu disser adeus



"Chegou a hora do adeus, nós já viramos essa página
Separe tudo o que for seu, me deixe apenas nossas lágrimas
De repente eu me tornei um estranho pra você
Dói no meu coração, dói no seu coração
Não há nada que vá nos prender

Vou apagar de vez cada passo seu e só vou me curar quando eu disser adeus
Amanhã, talvez longe, em outro lugar, tudo vai passar quando eu disser adeus

Quem sabe a vida vai mostrar os sonhos que nós dois perdemos
Daqui pra frente vou mudar, viagens, riscos, outros planos
Guarde o melhor de mim, que no meu peito eu vou te guardar
Vai ser melhor assim, vai ser melhor pra mim
Um dia a gente vai se perdoar"
(Quando eu disser adeus)

Assim como a letra da música, chegou a hora do adeus.
Eu já separei tudo o que era meu e, com lágrima nos olhos e dor no peito, trouxe tudo de volta para minha casa. Esvaziei cabides, gavetas e também a prateleira do banheiro que dava cor aos seus perfumes e cremes de barbear, tão monocromáticos.
Foi mesmo de repente, pelo menos para mim. E eu sei que não foi fácil pra ninguém.

É fato, enquanto eu não apagar cada acontecimento, cada passo e cada história eu não vou conseguir me curar, pois, por mais que eu tente, ainda não consegui dizer adeus.
Mas eu sei que tudo vai passar quando eu disser adeus. Pode demorar algum tempo, mas preciso dizer a palavra que está presa em meu peito e que não quer sair...

Um dia eu sei, sim, que a vida vai mostrar os nossos sonhos tão sonhados e delineados em inspiração, que deixamos para trás, os perdemos.
Daqui pra frente não há mais sonhos construídos juntos, e sim, vai haver o sonho que cada um vai sonhar sozinho.
Eu não errei o tempo inteiro. Eu tenho certeza que acertei  e que acrescentei coisas boas para você. Ninguém divide com a outra pessoa somente coisas desnecessárias. Assim como eu aprendi com você, tenho certeza que também ensinei algo para você. Por isso, guarde o melhor de mim, vai ser melhor assim. E, como a letra mesma diz, "um dia a gente vai se perdoar".

‎"Por mais escura e longa que seja a noite, 
o Sol sempre volta a brilhar"
(Desconheço o autor)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Talvez



"Por onde vai se distrair na hora hora que o amor acaba
Se eu tivesse alguma voz cantava pra você ficar aqui
Diz com quantas bocas bocas belas, lindas me abandonas
Te imagino rindo seduzindo alguém bem longe de mim
Seu beijo em meu corpo corpo nunca foi melhor que outros
Que já deixei louco roucos roucos tontos de me amar
E na hora hora que você me procurar de novo
Talvez eu possa te querer pra sempre ou te esquecer de vez
Meu ódio dura pouco, meu amor também, vai saber
Se eu te encontrar posso te beijar ou nem te reconhecer"



Artista: Thaís Gulin
Música: Quantas bocas
Disco: ôÔÔôôÔôÔ
Ano: 2011

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Pós-amor


Carlos Drummond de Andrade já dizia que "a dor é inevitável, o sofrimento é opcional". Eu realmente tentei encaixar isso na minha vida, mas pra mim foi mais ou menos como se a dor fosse inevitável, assim como o sofrimento. Na primeira vez que experimentei o sofrimento de um amor despedaçado eu senti o que eu pensei ser a maior dor do mundo. Todo mundo me dizia que com o tempo, tudo se resolveria da melhor maneira e que o tempo, sendo a borracha da vida, apagaria qualquer borrão. Eis que o tempo passou (mas eu afirmo que eu quase morri esperando o tal do tempo passar) e a dor foi embora junto. Quando me dei conta, o tempo já havia curado a dor que eu pensei ser a maior do mundo.

Acontece que depois aconteceu tudo de novo, com a pessoa que eu pensava ser a melhor do mundo. E acontece que eu passei pelo pós-amor tudo de novo. O pós-amor é mesmo como um pós-operatório. Alguns sintomas são comuns: a dor, a inquietação, a vontade de chorar e, algumas vezes, até o arrependimento. Algumas situações vem acompanhadas do desespero, da solidão, da depressão e da angústia. 

E dessa vez eu achei que fosse mesmo a maior dor do mundo: meu coração havia se esfacelado pela segunda vez. Até tentei comparar com a minha primeira maior dor do mundo, mas naquele momento era incomparável. Nada me fazia crer que o tempo passaria e tudo acabaria. Nada!

Depois aconteceu tudo de novo: o tempo passou e a dor foi embora, sem eu nem notar. Acho impressionante isso. Você julga amar tanto aquela pessoa que quando acaba, pensa mesmo que o seu mundo também acaba. Sofre inesgotavelmente, chora, grita, esperneia, emagrece horrores, se martiriza em pensamentos e, depois de um tempo nem percebe que o sentimento se reduziu a 10% do desespero inicial. Aquela pessoa que você achava que nunca mais conseguiria viver sem, passa a ser coadjuvante na sua vida e você passa a nem lembrar dela. Isso é o pós do pós-amor.

Há quem diga que se morre por isso. Outros, que chega a ser tão comum a ponto de existir gente capaz de querer sempre um pós-amor após o outro. 

Eu já passei por isso, e passou.

"Eu sou mesmo exagerado
Adoro um amor inventado"
- Cazuza -

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Campo Grande, Mato Grosso do Sul: 112 anos!

Foto: Hélder Rafael/G1 MS



Por hoje, não podia deixar de parabenizar a minha cidade morena: Campo Grande, 112 anos!

"Campo Grande, cidade morena de lindas pequenas, parece um jardim
Campo Grande tem ouro, tem gado, tem céu estrelado, riqueza sem fim
O teu nome está cheio de glória, gravado na história deste meu Brasil
Não te esqueço cidade bonita, cartão de visita d’um povo gentil”
- Cartola -

Estrela


Ontem, olhando da sacada do sétimo andar eu vi uma estrela cadente. Eu vi algo tão lindo, tão incrível, tão sensacional ... Depois eu fiz o meu pedido. Amém!


"Eu vi uma estrela cadente
E fiz um pedido pra ela"
- Xuxa -

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Bethany Hamilton


Semana passada eu vi um filme que não me sai da cabeça. Exemplo de determinação, fé e coragem, Bethany Hamilton é de uma coragem admirável e uma fé inabalável, mostrou que não há como fugir do destino e que a superação é um dos seus maiores exemplos.

Em 2003, aos 13 anos, teve braço esquerdo amputado por um ataque de tubarão quando fazia o que mais gostava: o surfe. Se reergueu e continuou, conquistando prêmios e fãs admirados com a sua coragem e determinação.

Hoje, aos 21 anos, é surfista profissional consagrada e teve a sua história ainda mais conhecida devido ao filme Soul Surfer, lançado em abril desse ano nos cinemas, o qual foi baseado em seu livro escrito em 2004: Soul Surfer: A True Story of Faith, Family, and Fighting to Get Back on the Board (em português: Alma surfista: Uma verdadeira história de fé, família, e luta para voltar para a prancha).

For when I am weak, then I am strong
(Porque quando estou fraco, então eu sou forte)
2 Coríntios 12:10